quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Post Especial para as Grávidas! =)



Oi Gente,
beijos... então, eu estava pesquisando sobre o assunto GRAVIDEZ x OBESIDADE, para fazer esse post ESPECIALMENTE para minha amiga Alê que está grávida do seu 1º desejado bebê! =) ... Como estávamos conversando bastante sobre o assunto, e trocando idéias, acabei criando o post, pois pode até ajudar outras mamãe e futuras mamães. =)
Gravidez é um estado de GRAÇA, um presente de DEUS, acho um milagre LINDO a vida se fazendo dentro da gente, mas também exige de nós alguns cuidados em nome da boa saúde da mamãe e do bebê!
Cada mulher tem um histórico diferente, mas é sempre importante e necessário o bom acompanhamento médico e nutricional nessa fase tão especial!
Na minha gestação eu engordei na época uns 10kg...11kg... dos quais em apenas 2 meses já tinha me livrado de 14kg!!! com alimentação balanceada e amamentando bastante =) ... ( Minha história de obesidade veio DEPOIS não na gravidez... minha gravidez, graças a DEUS foi linda, saudável, feliz, tudo de bom! ) ....Mas vamos ao assunto........

Grávida, bonita e saudável


Uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes é a chave do sucesso para a saúde do bebê e das formas da futura mamãe - que, ao se cuidar bem, não engordará além da conta

Matéria por PATRÍCIA RODRIGUES.


Vem bebê por aí!Passada a euforia dos primeiros dias com a notícia, gordinhas, ex-gordinhas, mulheres que estão no peso normal e até mesmo as magras não escondem o temor de perder o controle da situação e, pior, nunca mais se ver livre dos quilos adquiridos.
E é preciso mesmo ficar esperta, pois a gestação vem acompanhada de uma natural alteração de medidas e muitas mudanças internas: a partir do momento da fecundação, o corpo feminino já começa a se preparar para receber a nova vida, mesmo que a barriguinha não esteja aparente. "Tudo conta na balança: o útero (que, de 25 g, pode chegar a 700 g no 9º mês), o feto (cerca de 3 kg), as membranas fetais e o líquido amniótico (2,5 kg), as mamas (1 a 1,5 kg), os edemas e o volume plasmático (1 kg)", informa a nutricionista Priscila Maximino, da Nutrociência, empresa de assessoria e atendimento em Nutrição de São Paulo (SP). O aumento de peso acontece em benefício da mãe e do bebê. "Além dos aspectos fisiológicos, ele é responsável pela reserva energética e de nutrientes para deixar a mãe saudável e capaz de amamentar a criança", complementa a nutricionista Camila Leonel Mendes de Abreu, da Clínica Médica Moema, também em São Paulo (SP).

MITO DE QUE GRÁVIDA PRECISA COMER POR DOIS! NÃO FAÇA ISSO!!!



Qualidade é tudo
Mas a vida em crescimento não justifica ceder ao impulso de alimentar-se em dose dupla. 
A nutricionista Gabriela Halpern, da Clínica Halpern, de São Paulo (SP), resume bem qual deve ser a preocupação da gestante: "Ela não deve comer duas vezes mais e sim duas vezes melhor". Manter uma dieta balanceada desde o início da gravidez é importante. Impede que os ponteiros da balança disparem e, ainda, previne anemia e diminui riscos de aborto, nascimento prematuro ou bebê com baixo peso, além de controlar a pressão materna e beneficiar a cicatrização dos tecidos no pós-parto.
A fome, sim, é maior - e deve ser encarada como um aviso de que seu corpo precisa de energia. Mas até o terceiro mês não há necessidade de acrescer o número de calorias, basta fazer escolhas acertadas. O ginecologista Sílvio Halpern, também da Clínica Halpern, concorda: "As demandas do feto até esse período são muito pequenas. Somente após o segundo trimestre elas sobem, elevando a carência calórica." O endocrinologista Olavo Homce Pereira, do Curso de Gestantes e Pais do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo (SP), porém, alerta: "Não é o caso de fazer uma alimentação hipocalórica para evitar engordar excessivamente, pois isso pode restringir os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê ou comprometer seu crescimento." Ou seja, se a mãe não possui as reservas ideais, o filho estará mais sujeito a apresentar deficiências neurocognitivas, malformações congênitas e ter tamanho incompatível com sua idade gestacional.


Quanto comer?
A partir do início da década de 90, o método mais utilizado para determinar o ganho de peso durante a gravidez tem sido o Índice de Massa Corpórea (IMC) pré-gestacional, com base em recomendações da Academia Nacional de Ciências americana. Por essa tabela, mulheres abaixo do peso antes da gravidez (IMC menor que 19,8) podem ganhar de 12,5 kg a 18 kg; as normais (IMC entre 19,8 e 26), entre 11,5 kg e 16 kg; as com sobrepeso (IMC 26 a 29), um aumento entre 7 kg e 11,5 kg; e as obesas, menos de 6 kg. "Teoricamente, essa orientação poderia ser interessante para frear o consumo das obesas, mas deve-se tomar cuidado para não estimular ganhos excessivos em outras mulheres", analisa Camila Abreu.
Como não existe fórmula ideal, o consenso adotado atualmente é um acréscimo de peso entre 9 e 12 kg para fetos únicos e de 15 kg para gêmeos. "A idéia não é engordar 1 kg por mês. Os ideais 9 kg são distribuídos por trimestres: 2 kg no primeiro, 3 kg no segundo e 4 kg no terceiro", esclarece o endocrinologista Homce. Os 3 kg de tolerância são para atender às necessidades de certas constituições e condições físicas..
A ingestão diária recomendada pela Academia Nacional de Ciências americana tem sido adicionar a cada trimestre 300 calorias à dieta normal, que devem ser divididas entre as refeições. Assim, nos primeiros três meses é aconselhável uma ingestão de 2.300 calorias/dia e, para o segundo e terceiro, 2.500 calorias/ dia. Os valores podem aumentar em casos de gestantes com baixo peso, ou diminuir para mulheres obesas - mas sempre com orientação médica.


Por que o ponteiro arranca?
Muitos fatores fazem a grávida engordar demais: histórico familiar, predisposição genética, sobrepeso anterior, ansiedade, estresse, preocupações em relação às responsabilidades futuras. A questão é que a situação é erroneamente considerada normal por muitas pessoas. Olavo Homce Pereira explica que, para complicar a situação, existe uma cultura que vê a gravidez como um estado que impossibilita a prática de exercícios físicos - o que não é verdade: "É comum a mulher se tornar inativa e, por outro lado, passar a ingerir mais alimentos considerados 'produtores de leite' pelo senso popular, como canjas e canjicas." Aí, o ganho de peso é certo.
No último trimestre de vida uterina ocorre a multiplicação das células de gordura. Portanto, também aumentam as chances de a criança ter problemas de peso. E as conseqüências para a gestante são as mesmas para uma mulher com gordura corporal: dores nas costas, problemas nas articulações, varizes nos membros inferiores, estrias e maiores riscos de desenvolver doenças, entre elas diabetes e hipertensão. "A mãe que engorda muito está sujeita à Doença Hipertensiva Específica da Gestação, conhecida como pré-eclampsia e eclampsia", alerta Sílvio Halpern. Além de ser uma das principais causas de morte materna, pode levar também a criança ao óbito. Por isso, todo cuidado é pouco.
Acompanhe, agora, um menu especialmente preparado para ajudá-la a não engordar demais nos últimos seis meses de gestação... E curtir feliz o bebê!



CARDÁPIO PARA A MAMÃE:

Este menu elaborado pela nutricionista Camila Leonel Mendes de Abreu tem 2.300 calorias - adequado para os dois últimos trimestres da gravidez.
Café da manhã
OPÇÃO 1
• 1 1/2 copo (300 ml) de leite
• 1 xíc. (chá) de cereal matinal
• 1 Polenguinho
• 1 fatia de mamão

OPÇÃO 2
• 1 xíc. (240 ml) de mingau de aveia e frutas secas
• 2 fatias de queijo branco (30 g cada)
• 4 bolachas de água ou integral

OPÇÃO 3 
• 1 pote (200 g) de iogurte natural
• 1 col. (sopa) de cream-cheese ou margarina light ou geléia diet
• 2 fatias de pão integral ou 1 pão francês
• 1 fatia de melão


Lanche da manhã

OPÇÃO 1
• 1 maçã

OPÇÃO 2
• 1 banana

OPÇÃO 3
• 1 pêra


Almoço

OPÇÃO 1
• 1 filé de peixe assado
• 4 col. (sopa) de arroz
• 1 concha (média) de feijão
• 1 prato (sobrem.) de salada de folhas
• 1 xíc. (chá) de uvas

OPÇÃO 2
• 1 filé de frango grelhado
• 3 col. (sopa) de macarrão com molho de tomate
• 1 prato (sobrem.) de brócolis refogado
• 1 xíc. (chá) de salada de frutas

OPÇÃO 3
• 4 col. (sopa) de picadinho de carne com broto de feijão
• 1 unidade (média) de batata sauté
• 1 prato (sobrem.) de escarola
• 1 taça de gelatina



Lanche da tarde
OPÇÃO 1
• 1 copo (300 ml) de bebida à base de soja
• 1 barrinha de cereais

OPÇÃO 2
• 1 copo (300 ml) de leite batido com 1/2 mamão papaia
• 1 fatia de pão de aveia com queijo branco

OPÇÃO 3
• 1 copo de iogurte natural com 2 col. (sopa) de granola


Jantar



OPÇÃO 1
• 1 prato (fundo) de sopa de ervilha

• 2 fatias de lagarto assado
• 1 prato (sobrem.) de salada de folhas escuras
• 1 laranja

OPÇÃO 2
• 1 pires de salada de beterraba com cenoura
• 2 col. (sopa) de arroz integral
• 1 sobrecoxa de frango sem pele assada
• 2 panquecas de ricota com espinafre
• 2 ameixas

OPÇÃO 3
• 1 prato (fundo) de sopa de legumes
• 1 pires de salada de pepino e palmito
• 1 filé de pescada grelhado
• 1 figo


Ceia

OPÇÃO 1
• 1 xíc. (chá) de erva-doce
• 2 cookies

OPÇÃO 2
• 1 xíc. (chá) de camomila
• 2 torradas com requeijão

OPÇÃO 3
• 1 xíc. (chá) de hortelã
• 1 fatia de bolo sem cobertura



Conselhos para ir à mesa
• Faça refeições menores, mais vezes ao dia. O intervalo entre elas deve ser de 1,5 a 3 horas.
• Tome de 1,5 a 2 litros de líquidos entre as refeições. Ingeridos com a comida, podem provocar refluxo e soluços.
• Evite enlatados, embutidos ou congelados, que contêm muito sódio. Este nutriente em excesso pode elevar a pressão arterial, reter líquidos e provocar inchaço. Evite pelo mesmo motivo as bebidas energéticas.
• Produtos dietéticos e light não devem ser usados por grávidas para manter a balança sob controle, salvo sob recomendação médica. "Para uma mãe acima do peso pode-se indicar leite desnatado, rico em cálcio e livre de gordura, queijos leves, iogurtes com 0% de gordura e pães com fibra, também mais pobres em gordura", ressalva Camila Abreu.
• Em relação aos adoçantes, os especialistas aconselham a consumir o menos possível. Hoje, no entanto, até o uso de aspartame, que já foi bastante discutido, está liberado para gestantes pelo Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora americana.
• Substitua frituras por itens grelhados, cozidos ou assados.
• Procure comer legumes e verduras levemente refogados. O excesso de cozimento faz com que percam as fibras, que dão sensação de saciedade e ajudam a evitar a azia e o refluxo.
• Não tome bebidas alcoólicas e evite as com cafeína (café, chá preto, mate e refrigerantes à base de cola), limitando a duas porções por dia. Em excesso, a cafeína aumenta o risco de aborto no início da gravidez.
• Beba chás de ervas somente sob orientação médica, pois podem provocar reações.




4 comentários:

  1. Um excelente post, escrito com muita sabedoria !

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  2. Olá...na minha gravidez engordei 16kg, sendo que 8kg só em um mês, descontrole total, estou penando até hoje pra emagrecer...bjinhos..
    http://blogdasicab.blogspot.com.br/

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    1. Mas vc vai conseguir secar Sica, boa sorte e não desista.! =)

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